14.7.09

Popular para raros.

Nas últimas décadas é fácil observar a falta de critério que as pessoas têm tido ao escolher as suas músicas preferidas. No rádio você só ouve aquele forró que toca na novela, aquele dance que toca de 20 em 20 minutos, e aquela pagode ou sertanejo universitário que pelo menos 200 grupos/duplas já gravaram - uma versão pior que a outra.
A verdade é que de alguma maneira as pessoas perderam o gosto pelo eufemismo, o suave deixou de lhes agradar. A Música Popular Brasileira de popular não tem mais nada, é apreciado apenas pelos raros, que em meio à degradação musical continuam críticos em suas escolhas musicais.
Agora analisando os dois quadros musicais é possível observar como coisas relativamente semelhantes são ditas de maneira tão diferentes. De um lado é feita a imagem de uma mulher de personalidade direta, mas não vulgar, do outro a imagem que se passa fere extretamente o gênero feminino expondo de maneira ordinária a personalidade da mulher.
"Se acaso me quiseres sou dessas mulheres
Que só dizem sim por uma coisa à toa
Uma noitada boa um cinema, um botequim"
"Eu vou pro baile procurar o meu negão
Vou subir no palco ao som do tamborzão
Sou cachorrona mesmo e late que eu vou passar
Agora eu sou piranha e ninguém vai me segurar"
"E de fato eu sinto em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas e eu sinto mais frio.
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula a minha vingança."
"Tô sofrendo de saudade, Tô morrendo de vontade
De te amar e te abraçar de novo
E você não quer me ver
Tô fechando todos os boteco
E secando todos os caneco
Fiquei louco, alucinado e de tristeza comecei a beber."
"Meu bem você me dá água na boca
Vestindo fantasias, tirando a roupa
Molhada de suor
De tanto a gente se beijar
De tanto imaginar loucuras..."
"Quer me mostrar como você vai fazer baby?
Sem problemas, venha por cima
Então faça seu melhor salto,
Eu me encaixo na parada quando essa merda vem[...]
Vou te levar pra loja de doces
Vou te deixar lamber um pirulito
Vai garota...não pare
Vá indo até atingir o ponto"
Entre tantos outros absurdos musicais que eu prefiro nem citar.
Fica muito explícito que: O que é dito é relativamente igual, o que muda é como se fala e isso faz toda diferença.
Esse texto será reconstruido. Agora me deu sono e eu preciso descansar meu coração , afinal o cotidiano me pega, e eu preciso ser inteira, não só metade de mim.
Bons sonhos e boas músicas!

6 comentários:

Gabriel Ivan Soeiro Bicho. disse...

a poxa, fico até assim com suas palavras.. :$ mas obrigado! (:
eu sou assim, não sei se agrada!
vou tirar um dia com calma pra ler seu blog.
você está sumida, o que tem acontecido?

Priscila Costa disse...

adorei o post, Jaque!

Junior Matos disse...

éé ainda bem que nao crescemmos com essas musicas de hoje :)

bj :*sds

Carolina; disse...

assino embaixo.
não é oq se diz,
é como é dito;
e isso faz taaaaaaaaaanta
diferença..
alguns meses me fizeram
'mudar' boa parte do
'bom' gosto musical;
nossas musicas são suspeitas
de emisses mas isso nem
é grave ;)
adorei rita lee - mania de você;
*:
ai n aguento essas palavras
q o google/blogger usam
pra testar se somos realmente
'pessoas' hahaha

"mitosse"

Hemisfério Desocupado disse...

Obrigada meu pai, por escutar boa música, e desde cedo me influenciar, ao tocá-las sempre. (:

Carolina; disse...

Oi